Quando em 2010 realizei a primeira edição do Estudo de Gestão de Conhecimento em Portugal, fiquei surpreendida pela enorme percentagem de organizações que disse procurar nesta disciplina o maior e melhor aproveitamento do conhecimento existente (85,12%).

As três edições do estudo que se realizaram posteriormente, confirmam esse benefício da gestão de conhecimento (GC) como o mais procurado.

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No entanto, a percentagem reduziu bastante e um outro benefício aparece agora bem próximo dos principais objetivos organizacionais: a otimização de processos.

Benefícios procurados (Portugal, 2010 a 2015)

Benefícios que as organizações em Portugal procuram através da GC. Gráfico comparativo das 4 edições do estudo (2010, 2011, 2013 e 2015)

Na edição deste ano do estudo, o “Maior e melhor aproveitamento do conhecimento existente” foi indicado por 148 das 222 organizações que responderam a esta questão como um dos 5 benefícios que procuram através da gestão de conhecimento.

Surpreende-me um pouco o decréscimo percentual, mas não a prevalência deste benefício no topo da “classificação”. Se por um lado se trata de um benefício que as pessoas facilmente relacionam com práticas de gestão de conhecimento (outros benefícios listados têm ligações mais difíceis de estabelecer), por outro lado o acesso ao conhecimento continua a ser um grande problema organizacional.

Gráfico sobre qualidade dos processos de conhecimento em Portugal (2015)

Como revela o gráfico anterior, 113 organizações classificam o acesso ao conhecimento como não existente (curiosa esta afirmação, não é?), muito mau, mau ou apenas razoável. 125 organizações classificam de igual forma a utilização de conhecimento e 145 a validação do conhecimento existente.

Assim, não é de admirar que as organizações sintam aqui uma oportunidade perdida e vejam na gestão de conhecimento um caminho para melhor capitalizar um recurso que, afinal, até já têm.